A expressão "saber separar o joio do trigo" significa você ter discernimento para saber quando o que foi dito se trata de uma coisa e quando não se trata, quando se trata de outra. Pode parecer algo simples mas é muito raro encontrar pessoas que tenham genuinamente essa capacidade, porque é muito fácil acreditar-se que tem uma qualidade sem tê-la de verdade.
Para discutir qualquer assunto é preciso saber separar o joio do trigo. Certo?
Com política, não haveria por que ser diferente. E este assunto prova que as pessoas não sabem fazer essa distinção. A começar pelo fato de que associam a política assuntos e argumentos (e essa associação consiste em relacionar o que foi dito com uma partidaria esquerda x direita, mais especificamente. Em qualquer discussão, seja lá qual for o assunto) que nem teriam a ver em essência.
sexta-feira, 14 de julho de 2017
sábado, 4 de março de 2017
Falácia do Escocês de Verdade
Demorei, mas voltei pra fazer mais um post de falácia, com uma que foi citada no post passado.
É a Falácia do Escocês de Verdade. Ora, mas o que é essa falácia de nome esquisito? Você vai ver que é simples.
Imagine um escocês. Você tem uma imagem, muito folclórica, do escocês na sua cabeça: um carinha de kilt (aquele saiote), com uma gaita de fole, talvez ruivo, também. Essa é uma imagem padrão que você tem de um escocês, e seria esse o "escocês de verdade". Mas será que todo escocês só anda de saia, todo escocês toca gaita de fole e não coloca açúcar no mingau (são muitos elementos curiosos na cultura escocesa)?
É a Falácia do Escocês de Verdade. Ora, mas o que é essa falácia de nome esquisito? Você vai ver que é simples.
Imagine um escocês. Você tem uma imagem, muito folclórica, do escocês na sua cabeça: um carinha de kilt (aquele saiote), com uma gaita de fole, talvez ruivo, também. Essa é uma imagem padrão que você tem de um escocês, e seria esse o "escocês de verdade". Mas será que todo escocês só anda de saia, todo escocês toca gaita de fole e não coloca açúcar no mingau (são muitos elementos curiosos na cultura escocesa)?
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| Esses aí sim são escoceses! |
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Branca Não Pode Usar Turbante
Olá, voltei de férias. Resolvi fazê-lo com uma pequena reflexão sobre "apropriação cultural".
Mentira, não é sobre a apropriação cultural. É só um pensamento que foi engatilhado por um acontecimento ligado a esse assunto. Na verdade ele é, de novo, sobre aquela velha raiva e desdém da galera com relação a qualquer coisa que vise o progresso da humanidade.
Pra ser mais específico, é que do lado progressista tem gente que talvez viaje na maionese às vezes (será que viaja?), dizendo coisas aparentemente erradas (será?), mas o problema é que, do outro lado, pessoas preconceituosas pegam essas coisas supostamente erradas e querem usá-las para desvirtuar todas as reflexões corretas e justas sobre aquele assunto. Qualquer "problematização" que aparece já é motivo pra reclamarem de uma suposta "geração mimimi", dizer que isso é falta do que fazer, e pior, dizer que quem faz isso é burro, que a argumentação é errada e superficial (diz isso sem ter conhecimento suficiente sobre o assunto mas achando que tem, claro).
Aí recentemente teve aquele caso da menina branca que usava um turbante pra cobrir a cabeça, porque tinha câncer, e foi criticada por outras por usar "uma coisa da cultura negra sendo branca".
Mentira, não é sobre a apropriação cultural. É só um pensamento que foi engatilhado por um acontecimento ligado a esse assunto. Na verdade ele é, de novo, sobre aquela velha raiva e desdém da galera com relação a qualquer coisa que vise o progresso da humanidade.
Pra ser mais específico, é que do lado progressista tem gente que talvez viaje na maionese às vezes (será que viaja?), dizendo coisas aparentemente erradas (será?), mas o problema é que, do outro lado, pessoas preconceituosas pegam essas coisas supostamente erradas e querem usá-las para desvirtuar todas as reflexões corretas e justas sobre aquele assunto. Qualquer "problematização" que aparece já é motivo pra reclamarem de uma suposta "geração mimimi", dizer que isso é falta do que fazer, e pior, dizer que quem faz isso é burro, que a argumentação é errada e superficial (diz isso sem ter conhecimento suficiente sobre o assunto mas achando que tem, claro).
Aí recentemente teve aquele caso da menina branca que usava um turbante pra cobrir a cabeça, porque tinha câncer, e foi criticada por outras por usar "uma coisa da cultura negra sendo branca".
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Última Turnê do Black Sabbath
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sábado, 26 de novembro de 2016
Enem 2016 e o Estado Laico
Devido a uma intensa correria neste maldito penúltimo mês do ano, que sempre parece conter um outro ano dentro de si de tanto que demora pra passar, meu blog anda mais parado do que o Paulo Victor em cobrança de falta. Mas, finalmente estou conseguindo sentar para descansar (espero...).
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